As minhas filhas comem glúten?

Hoje, Dia das Crianças, dedico os posts no blog a elas. Na verdade sabem que de um modo ou de outro é assim que oriento a minha vida.

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Mais do que apenas me preocupar com rótulos, procuro educá-las em busca de um equilíbrio, com tradição, pensamento na sustentabilidade e onde não falte amor. São crianças, como tal são constantemente sujeitas à pressão, não apenas das outras crianças, mas da publicidade assim como de adultos e da sociedade em geral. Não obrigo, explico e tento dar as ferramentas para que fora do seu espaço tomem as melhores decisões, educo para comer como educo para vestir, para higiene, ou para qualquer outro assunto.

E quais são as melhores decisões? 

As melhores decisões são as nossas. São aquelas que vão de acordo ao que sentimos e não são iguais para todos os momentos. Lemos, fundamentamo-nos mas cada decisão é apenas nossa.

Há tempos perguntaram-me porque eu não partilhava a rotina do dia-a-dia das minhas filhas. Bem, porque é a rotina das minhas filhas, não entendo que se aprenda com a cópia, mas sim com o auto-conhecimento. Mas, na esperança que possa ajudar alguém:

Que alimentação fazem as minhas filhas no dia-a-dia? 

O que comem as minhas filhas? Pois, depende. Se estiverem em casa, comem a comida normal, alimentação equilibrada, natural, simples. Se estiverem na escola, levam as suas marmitas com o lanche. Tento que o lanche tenha um equilíbrio entre um lanche saudável e um lanche divertido.

E o glúten?

O glúten continua a entrar na sua alimentação na rotina da escola. A ementa das escolas das minhas filhas é equilibrada, sem fritos, com muitos legumes, comida típica caseira.

Vou dar um exemplo de uma semana:

Segunda-feira: creme de ervilhas, empadão de atum com puré de batata, salada de alface e maçã.

Terça-feira: sopa de nabiça, frango assado com arroz de cenoura, salada de tomate e pêra.

Quarta-feira: Sopa de alface, feijoada de chocos e batata, salada de pepino e banana.

Quinta-feira: Sopa de bróculos, Bolonhesa de vitela e esparguete, salada de alface e laranja.

Sexta-feira: Creme de cenoura, sada russa com pescada e pêra.

Nesta semana em especial, entrou glúten na forma de esparguete uma vez na semana. Noutras semanas 2, outras 3 vezes.

Porque mantêm o consumo de glúten?

As minhas filhas não são celíacas e fazem uma alimentação rica e equilibrada. Se aderisse a uma “opção sem glúten”, o trigo seria substituído por arroz, rico em arsénico (cancerígeno) além de que as opções processadas sem glúten, geralmente têm maior quantidade de toxinas e químicos, como o glifosato.

Almoçar em casa seria uma opção para já, mas seriam as únicas a fazê-lo. Mais do que o consumo de glúten, preocupa-me que não se sintam descriminadas e pressionadas. Esta é a minha opção. São crianças saudáveis, não celíacas, que fazem uma alimentação equilibrada e rica, o consumo de glúten na escola e em dias especiais (quando a avó faz bolinho, por exemplo) não me preocupam, são excepções. As excepções tornam a nossa vida mais rica, dão-lhe memórias, já a rotina cria hábitos e educa 🙂

Qual o foco?

O foco passa por:

  • Comida caseira sempre que possível
  • Preferir produtos de produção extensiva, biológicos e caseiros
  • Recorrer aos “pacotinhos” bons por eventual comodismo e comparação com os coleguinhas
  • Redução progressiva do açúcar
  • O mais importante: sem pressão!

Novamente, esta é a  opção aqui de casa. É a opção por agora, amanhã poderá ser diferente, é adequada aquilo em que acreditamos, à nossa vida.

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